segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Do tamanho de hj


É um natal que se aproxima e passa [passou]… é um ano dito novo... e todos os desejos de boas coisas a tantas pessoas que nem cabem em uma única oração... e meu coração que ainda não sabe se fala ou cala... se sente... se veio de presente...
Antes de cantar a próxima pedra... cante pra mim a pobre história de quem ainda não descobriu as palavras que fazem água com sal...
Antes de cantar a próxima... cante pra mim qualquer coisa que me faça imaginar um novo período de novas novidades não pleonásticas, não apenas na primeira semana do ano... não apenas na vontade sem força...
Antes de catar... cante pra mim que não precisa ser sempre assim, que, mesmo antes da hora já é vida, e que mesmo atrasado, ainda é vivo... cante que não há tempo... cante que dá tempo... cante o sempre... cante o adeus... cante agora...
Antes... cante pra mim uma nova que me faça acordar e te ver... antes de chover na rua da dia onde não moro mais...
“_ Feliz Ano Novo!
_ Obrigado, pra você também...”

[song, but... ]

terça-feira, 8 de novembro de 2011

20 coisas que vc não precisa saber sobre mim!



.Alex Nogueira não se observa frequentemente na terceira pessoa

.Alex Nogueira compra pão de mel com doce de leite

.Alex Nogueira está ouvindo Bon Iver

.Alex Nogueira sabe que a indiferença é para os fracos

.Alex Nogueira é invencível na corrida de um só

.Alex Nogueira vem da fazenda, mas ainda não sabe valorizar esse seu lado

.Alex Nogueira precisa sair de casa

.Alex Nogueira aceita qualquer um no facebook [mas quanto amigos Alex Nogueira realmente tem?]

.Alex Nogueira não é Luana Piovani mas se expõe com [muita] frequência

.Alex Nogueira achou o nome do último cd do Vanguart tão bonito [Boa parte de mim vai embora]

.Alex Nogueira é incrível [incrivelmente bobo]

.Alex Nogueira não se orgulha de todas suas atitudes, mas é sincero

.Alex Nogueira é puro, apesar de tudo

.Alex Nogueira é impuro, por pesar tudo

.Alex Nogueira tem saudade

.Alex Nogueira não aguenta mais ver filme de guerra nem de super-herói

.Alex Nogueira usa sua [pequena] paciência para tolerar a [grande] burrice alheia

.Alex Nogueira usa sua [grande] paciência para tolerar a sua [própria] burrice

.Alex Nogueira não sabe cantar

.Alex Nogueira caiu do cavalo, mais de uma vez…

domingo, 16 de outubro de 2011

l.ong.e.

“Onde é que eu fui parar
Aonde é esse aqui
Não dá mais pra voltar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…
.
.
.
Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado no vácuo de um quarto no espaço sem fim

Aonde está você
Por que é que você foi
Não quero te esquecer
Mas já fiquei tão longe…
Tão longe…

Não dá mais pra voltar
E eu nem me despedi
Onde é que eu vim parar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…” Marcelo Jeneci

[Pq tudo o q é distância me mantém longe... tão.calmamente.longe...]

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Partes íntimas (pq mostrar o q não é necessário é minha especialidade)



Por mais que eu me esforce no olhar, nem sempre me percebo ai dentro... esse rosto, esse meu rosto, não sou [sempre] eu... faço o que posso para melhorá-lo, cuido desta casca com todo o amor e ternura que deveria dedicar a um outro... não consigo, não sei, ainda não aprendi... às vezes nos prendemos dento do próprio ego com uma força tão grande, um flerte fatal em si... enquanto muitos procuram no outro, eu encontrei em mim a fidelidade, a cumplicidade, a tolerância, a certeza plena de sentimentos eternos (e quem é que não nutre essas ilusões?); e eu... eu não me deixo, não me exijo, não me desapego, não me esqueço... poder olhar pro próprio corpo e ver toda sua existência aqui, concentrada em um pergaminho móvel de si, dá uma sensação de poder incrível (tão forte e tão frágil quanto qualquer “te amo pra sempre”)... Pouco orgulhoso de si, vejo que minhas flores são de plástico (aquelas que não morrem jamais e que são horríveis)... um ser de plástico com coração de borracha... talvez, minha única virtude é ter a ciência da minha auto-dependência... se você sabe, calma, eu também sei! Sei que não preciso me deixar para encontrar, mas sei ainda, que não acharei nada enquanto continuar não procurando... admirar a si mesmo é sempre bom... mas cegar-se em si, mesmo que de forma branca, é descer ao fundo do lago de Narciso, e lá... de olhos bem abertos... pelo tempo de uma vida... se afogar (de uma forma poeticamente tola).

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não, não existe amor em sp.



Há uma semana minha casa foi invadida (a que sempre morei, não a que pretendo morar em breve), 6 de setembro, 5 meliantes, 4 partes, 3 motos, 2 avós e 1 mãe.
Todos vivos, todos modificados.
Sábado-voodoo, 3 horas da manhã, 2 tiros, 1 vítima fatal.
De pouca coisa eu entendo... mas agora sei, mais claramente, mais perto, que existe um mundo paralelo bem des-amado e muito armado que, vez ou outra, faz questão de mostrar sua [irracional] existência.
Em breve, a casa onde vivi boa parte do meu tempo, das minhas duvidas, dos meus amores, dos meus filmes, não será mais minha, mas eu continuarei sendo todas as coisas aqui vividas, e não importa o que aconteça, as pedras são eternas (e as perdas tb)!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

.o sim | o não.

A velocidade do mundo é mesmo algo incontrolável... mas todo o resto eu tento! Conto meus defeitos, minhas prepotências declaradas, meu ego infantil, minha caricaturice barata, meu brilho de aluguel... Escondo minha alegria e minha alergia, corro enfim, pra dentro de quem tenta me abrigar, tento contar até 2, ainda consigo lembrar do que ficou, vejo dois, sou dois, dois caminhos dentre todos os outros à margem, dois pontos de apoio, dois afagos... em mim há, além de duas mãos, “o sentimento do mundo”... tento agradecer, tento, atento, não perder... Entro pelo tempo que passa... por ponteiros imprecisos, e digo: obrigado por agora; não [+] avisto ontens nem amanhãs, mas obrigado por agora... e nada mais!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Travessia



Caminho entre escolhas, corto razões, busco sorte... lentamente, percebo a beleza de não pegar atalhos... contorno sentimentos, ouço filmes, assisto músicas, sinto rasgos, visto identidades, passo frio... vejo árvores que falam, pessoas que calam, fotografias e presenças que amam sem perceber... Eu não corro de mim, nem pra mim... pisando em facas, eu não me sinto dentro nem fora... eu apenas escolhi o caminho mais longo... aquele onde eu me enfrento, aquele onde me atravesso (e não há, no mundo, distância maior)!